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Ceratocone: causas, sintomas e tratamento

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14 de março de 2014

A diminuição da visão é a principal consequência do ceratocone, uma doença não inflamatória da córnea que acomete uma a cada duas mil pessoas. A especialista da CERPO, Dra. Cristina Coimbra, explica as causas, os sintomas e o tratamento dessa doença.

O QUE É?

O ceratocone é uma doença que ataca a córnea (parte saliente e visível que, junto com a esclerótica, forma o envoltório externo do globo ocular), provocando o aumento de curvatura e a diminuição da sua espessura. Acomete ambos os olhos de maneira assimétrica e costuma aparecer na adolescência, progredindo até os 30-35 anos de idade, faixa etária de cerca de 80% dos pacientes, quando, então, tende a se estabilizar. Não se conhece bem ao certo a causa do ceratocone, mas estudos demonstram que é uma doença hereditária. Pacientes alérgicos estão mais predispostos a desenvolvê-la, possivelmente devido ao hábito de coçar os olhos.

PRINCIPAIS SINTOMAS

O aumento da curvatura corneana leva ao aparecimento ou à piora da miopia e/ou astigmatismo, levando à visão “borrada”, trocas constantes do grau dos óculos, imagens fantasmas, aumento da sensibilidade à luz e presença de halos noturnos. O diagnóstico definitivo é feito com base nas características clínicas e com exames objetivos como a topografia corneana, que avalia a curvatura, e a paquimetria ultrassônica, que verifica a espessura da córnea.

COMO TRATAR?

O ceratocone não causa cegueira, mas pode ser debilitante à visão caso nenhum tratamento seja realizado. O tipo de tratamento varia de acordo com o estágio de evolução da doença, que vai do uso de óculos ou lentes de contato até a realização de cirurgia. A correção com óculos proporciona boa visão somente nas fases iniciais da doença, quando ainda não há astigmatismo irregular relevante. Quando o uso de óculos não é suficiente, são indicadas lentes de contato, preferencialmente rígidas, que promovam o aplanamento da córnea. Atualmente, existem lentes rígidas e gelatinosas especiais para ceratocone. Para conter a evolução da doença, é indicado o crosslink, tratamento cirúrgico realizado com a aplicação de uma vitamina que, em conjunto com uma luz ultravioleta, provoca o enrijecimento corneano, aumentando a resistência da córnea.

Nos casos avançados, em que se observa baixa acuidade visual corrigida e/ ou intolerância às lentes de contato, são indicadas intervenções cirúrgicas como o implante de anel intracorneano ou o transplante de córnea. O implante do anel intraestromal induz o aplanamento corneano significativo, com consequente melhora da visão, com ou sem óculos, além de reduzir substancialmente o grau de miopia e/ou astigmatismo. As principais vantagens são: segurança, reversibilidade, estabilidade e o fato de o procedimento cirúrgico não afetar o eixo visual. Na Cerpo, esse procedimento é realizado com a ajuda do laser de femtosegundo, que oferece mais segurança.

Quando não é mais possível o implante de anel, devido a cicatrizes corneanas, curvaturas muito elevadas ou afinamentos corneanos relevantes, é indicado o transplante de córnea, seja com a técnica manual ou com o laser de femtosegundo.

Dicas

• Filhos de pais com ceratocone devem ser orientados desde a infância a não ter o hábito de coçar os olhos, pois isso ajuda a não desenvolver ou, pelo menos, a não acelerar o processo da doença. Também devem ser realizados exames oftalmológicos periódicos, inclusive de topografia, mesmo quando não se apresenta sintomas na adolescência.

• Pessoas portadoras de ceratocone devem realizar acompanhamentos periódicos com seu oftalmologista e fazer exames de Orbscan® ou Pentacan® , que relacionam, ao mesmo tempo, os exames de topografia a e paquimetria.



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