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Diabetes pode cegar

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28 de julho de 2016

A identificação precoce do diabetes pode preservar a visão dos pacientes diabéticos ao longo da vida.

Diabetes também aumenta a predisposição para o desenvolvimento de glaucoma e catarata.

Tão silenciosa quanto o diabetes, a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira definitiva no mundo. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas sofrem com a baixa taxa de insulina no sangue e, em cerca de 30% dos casos, o distúrbio metabólico evolui para um quadro de perda de visão. A boa notícia é que o simples hábito de frequentar o oftalmologista pode preservar a visão do paciente diabético.

A retinopatia afeta a retina, a camada mais interna do olho, que é responsável por transformar as imagens que enxergamos em impulsos elétricos que são levados ao nosso cérebro. A doença consiste no comprometimento dos vasos sanguíneos dessa parte dos olhos, provocando fissuras, também chamadas de microaneurismas. “A complicação surge silenciosamente, a maior parte das pessoas não apresenta sintomas até que a doença esteja muito avançada. Sendo assim, a melhor maneira de diminuir os riscos da perda de visão é procurar um médico oftalmologista assim que a diabetes é identificada”, orienta o Dr. José Lucas de Souza Filho, chefe do Departamento de Retina do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista.

A principal forma de diagnóstico é por meio do exame de mapeamento de retina, também conhecido como exame de fundo de olho, e quanto mais cedo isso acontece, maiores são as chances do paciente manter a qualidade de sua visão ao longo da vida. Outras doenças que também estão entre as principais causas de cegueira adquirida e podem ser desenvolvidas em diabéticos são o glaucoma e a catarata. “O mais importante é a prevenção. Recomendamos consultas anuais para os casos em que a diabetes está controlada. Já em situações em que a doença ainda apresenta picos de descontrole, o ideal é que o paciente visite o médico oftalmologista a cada seis meses para o monitoramento”, afirma Dr. José Lucas.

Tratamento

Quando identificada a retinopatia diabética, primeiramente, o paciente deve manter o índice glicêmico monitorado para não agravar o quadro. No diagnóstico precoce, o tratamento com fotocoagulação, uma aplicação de laser que serve para fechar as primeiras fissuras provadas pela doença nos vasos sanguíneos, pode solucionar o problema de forma permanente. No entanto, em casos mais agudos, são necessárias injeções que são aplicadas no globo ocular e favorecem a absorção do sangue, corrigindo o dano. Outra alternativa é a cirurgia, usada para remover tecidos formados pela retinopatia.

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