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Primeiros socorros oculares

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25 de agosto de 2016

Ajudar uma pessoa que foi vítima de trauma ocular pode parecer uma tarefa difícil, mas os primeiros socorros são essenciais para diminuir complicações que ameaçam a visão. A especialista da CERPO, Dra. Elisabeth Nogueira, explica os casos mais comuns de traumas e como devem ser os cuidados especiais até o momento do atendimento médico.

O traumatismo ocular é uma causa considerável da diminuição da acuidade visual* e da cegueira unilateral*, sendo mais comum em adultos e jovens do sexo masculino. Grande parte desses traumatismos ocorre dentro de casa (especialmente com crianças) e no ambiente de trabalho (com adultos e jovens). Durante o lazer e a prática esportiva, podemos observar acidentes de gravidade variada, sendo que, no Brasil, a modalidade mais envolvida é o futebol.

É importante destacar que muitas lesões graves, com potencial para deixar sequelas permanentes na visão, podem, inicialmente, não apresentar dor ou diminuição de visão. Dessa forma, sempre que um traumatismo ocular ocorrer, a melhor maneira de prevenir o comprometimento dos olhos é procurar atendimento oftalmológico para a realização de exames adequados e um pronto estabelecimento de tratamento específico.

PRIMEIROS SOCORROS 

Traumas por fragmentos – O primeiro passo é acalmar a pessoa e estabilizar o olho atingido. Não se deve tentar remover os fragmentos ou realizar qualquer tipo de tratamento, pois se corre o risco de agravar o quadro. As medidas específicas devem ser realizadas por equipe médica treinada para tal atendimento.

Produtos químicos – O mais importante em acidentes que envolvem contato com produtos químicos (de limpeza, tintas, combustível etc.) é tentar minimizar o tempo de exposição do olho ao produto, através da lavagem com água, continuamente, por pelo menos 15 minutos. Caso a pessoa seja usuária de lentes de contato, estas devem ser removidas imediatamente, para facilitar a lavagem e aumentar sua eficácia. Após, é necessário procurar um oftalmologista para avaliar as lesões e indicar o tratamento adequado.

Corpo estranho – Caso o trauma envolva a presença de corpo estranho (poeira, areia, cílios etc.) na superfície ocular, deve-se evitar esfregar os olhos. Se o corpo estranho se movimentar, é preciso piscar os olhos para estimular o lacrimejamento e, assim, deslocá-lo até a sua saída; nesses casos, lave as mãos com água e sabão. Se o corpo estranho estiver aderido à região das pálpebras, pode-se tentar removê-lo com o auxílio de cotonete. Contudo, se ele não se deslocar com a ação de piscar, não se deve tentar removê-lo; o indicado é procurar atendimento de emergência com um oftalmologista para fazer a remoção segura.



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