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Sem medo da cirurgia de Catarata

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17 de outubro de 2017

Único processo eficaz de tratamento, a cirurgia utiliza técnicas que, aliadas ao avanço da própria of­talmologia, garantem rápida recuperação e significativa melhora visual.

Catarata é a perda da transparência do cristalino, a lente natural do olho que ajuda a focar as ima­gens, semelhante à lente de uma câmera fotográ­fica. A opacificação do cristalino é causada pelo acúmulo de algumas substâncias e a reconfiguração das proteínas que o formam. A catarata ocorre fre­quentemente por conta da idade, porém, algumas doenças, como diabetes, e o uso de determinados medicamentos, como os corticoides, também podem desencadear a doença.

O especialista da CERPO Dr. Moacyr Amaral Cam­pos explica que os pacientes com catarata podem sentir mudanças no grau dos óculos, visão embaça­da tanto para longe quanto para perto, maior sen­sibilidade à luz e dificuldade para ler, dependendo da luminosidade, entre outros sintomas.

CIRURGIA DE CATARATA

No procedimento, o cristalino opacificado é remo­vido e substituído por uma lente intraocular: uma prótese feita de material inerte ao olho, que não provoca inflamação, com o grau necessário para corrigir a visão do paciente. Atualmente, existem lentes capazes de corrigir qualquer grau. “Todavia, é importante a implantação da lente intraocular até mesmo nos pacientes que não usam óculos, uma vez que a lente natural do olho tem, aproximadamente, 20 graus”, observa Dr. Moacyr.

TÉCNICAS MODERNAS E EFICAZES

Existem duas técnicas principais para a realização da cirurgia de catarata: a facoemulsificação e a facoemulsificação assistida por LASER. Na primeira, o acesso cirúrgico à catarata e a sua fragmentação ocorrem com o uso de instrumentos cirúrgicos. Na segunda técnica, os primeiros passos são feitos com auxílio do LASER. Após essa etapa inicial, ambas as técnicas utilizam a emulsificação (fragmentação) da catarata, usando uma sonda com ultrassom e uma via de aspiração. “Dessa forma, somos capazes de remover a catarata, uma lente de cerca de 10 milí­metros de diâmetro, através de uma pequena inci­são de cerca de 2 milímetros”, afirma.

O controle das infecções é feito antes da cirurgia, com a assepsia e antissepsia da equipe cirúrgica, do paciente e a esterilização dos materiais; na cirurgia, com o uso de materiais estéreis e a não contaminação da equipe cirúrgica; e depois da ci­rurgia, com o uso de antibiótico tópico. O paciente não tem dor durante o procedimento e também no pós-operatório e recebe alta logo após a conclusão de todo o processo cirúrgico. Importante: uma vez removida, a catarata não volta mais.

PÓS-OPERATÓRIO: RESULTADO

Dependendo da consistência e grau de evolução da catarata, alguns pacientes podem sentir a melho­ra visual quase que imediatamente, sendo que a maioria atingirá o nível de visão desejado nos primeiros dias do pós-operatório. É necessário seguir as orientações e o uso adequado de medicamentos (colírios), conforme indicação médica, com o obje­tivo de controlar o processo inflamatório e evitar infecções. A recuperação é rápida para a maioria das pessoas, com retorno às atividades normais em poucos dias.



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